Teste: EcoSport continua forte em seu segmento

Ford EcoSport 01

Apesar da queda para o quarto lugar no ranking de SUVs mais vendidos no Brasil em 2015, a Ford continua trazendo novidades e melhorias para o EcoSport. Passamos uma semana com o novo modelo na versão de motor 1.6 Freestyle Plus com câmbio Powershift (R$ 80 mil). Nos testes dentro da cidade, no Rio, podemos comprovar que o carro é uma delícia em todos os sentidos. Será que o modelo continua brigando com os novos queridinhos do mercado: HR-V, Renegade, Duster e Pegout 2008? E ainda tem gente nova chegando aí, o Nissan Kicks chega no início de agosto, junto com as olimpíadas, “quem fica com o ouro?”

Os números dos SUVs no Brasil continuam crescendo ano a ano. Em 2015, o segmento vendeu ao todo mais de 306 mil unidades, passando a responder por quase 15% do mercado. A Ford pretende lançar mais 4 novos modelos neste segmento até 2020 no país.

A sua autonomia ou consumo na cidade se mostrou bem interessante, cravando 9,2 km/l na gasolina. Não consegui testá-lo na estrada, mas na média de outros testes realizados no mesmo modelo foi aferido 12 km/l também na gasolina.

Ford EcoSport 02

A configuração do modelo testado traz de fábrica controle de tração e de estabilidade, câmbio automatizado sequencial de dupla embreagem e seis marchas, volante multifuncional, freios ABS frontais, sistema Sync com viva voz, 6 airbags (frontais, laterais e cortina), assistente de rampa, direção elétrica e progressiva, bancos com revestimento em couro, sensor de estacionamento traseiro, porta-mala 362 litros, vidros elétricos para todas janelas e rodas de liga leve aro 16.

A suspensão do modelo não consegue dar muita conta das nossas estradas esburacadas. Fora do asfalto, essa resposta pode ficar devendo um pouco mais de conforto aos passageiros. O Ecosport manteve um bom equilíbrio peso/potência, agora conta com 125/131 cv a 6.500 rpm e 16,1 kgfm. A acústica se mostrou muito boa, mesmo estando com alto giro do motor.

 

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Pontos negativos:

  • Tela central monocromática (estamos em 2016 Ford);
  • Ajuste dos retrovisores em péssimo local;
  • Abertura do porta-mala na horizontal (em vagas em modo baliza fica praticamente impossível serem totalmente aberta);
  • Falta das manoplas em modo borboleta;

Pontos positivos:

  • Ótima estabilidade e rapidez nas respostas do volante;
  • Acabou com o tanquinho para gasolina em partidas frias;
  • Nota máxima A em consumo pelo selo do Inmetro;
  • Ganhará reestilização ainda em 2016.